todo esse tempo
longe do que
me faz sentir
maior que eu
meu coração
será?
quis me encontrar
e encontrei meu lugar
olha pra mim
toma agora em tuas mãos
do peito aberto
o coração
e faz
amar
e faz
amar
e faz amar.
em frente
parti, pois precisava
me entender
e eu segui em frente
de volta pra você
e agora que estou aqui
eu tenho tanta coisa pra dizer
sobre saudade toda que senti:
das fotos das criancinhas,
da sua mão dada com a minha,
do seu céu cheio de pintinhas,
de acordar com seu bom dia...
eu tenho tanta coisa pra contar
do tempo que passei
dando voltas nas revoltas do meu peito
das incertezas que enfrentei
e da certeza que é te amar.
eu parti, pois
precisava me entender
e entendi mesmo
que durante todo esse tempo
levei você comigo aqui dentro,
entendi que
desde o inicio
foi em você
que encontrei o meu lar
desde agora
não passo sem você
nem um minuto além
pois que, foi só com você
que eu descobri
o que é amar alguém
sigo em frente
por sentir saudade.
quando você vai
deixa um pouco de paz
no meu travesseiro,
me embala o sono
com seu cheiro,
quando você vem.
no meu travesseiro,
me embala o sono
com seu cheiro,
quando você vem.
marculina
na contação
da nossa história
vão dizê primeiro
que foi num dia de Janeiro
que tudo começou,
vão conta dos meus cortejo,
que eu tentei de todo jeito,
mas foi só de ponta cabeça
que te roubei o primeiro beijo!
vão fala pra multidão
que a gente se dava as mão
e ia subindo subindo
que nem balão
que nois ia dizendo
pra nois mesmo e pro coração:
"- tenha dó, se apresse não!"
que quanto mais lá em cima, nois sabia:
era maió a queda pro chão.
e nessa parte da contação
como quem conta um segredo
- assim bem baixinho -
vão dizê que nois tinha é medo!
mas que mesmo assim
a gente num solto as mão
um do outro, não!
invés disso nois foi é subindo
um pouquinho cada dia
e o meu céu foi se enchendo
de alegria.
vão conta
que quando na nossa vista
as casa, as arvore e os menino
ficaram tudo pequenino
olhando de volta aqui pro chão,
nois caimo na maior discussão:
sem consegui concorda
com as ideia diferente
nois brigamo pra saber
se era azul ou se era triste
a terra que nois via
de baixo da gente.
na contação
da nossa história
vão fazer tudo escuridão
uma hora
que é pra dar um jeito
de mostra como você me alumiava o peito
quando dizia assim
que sentia saudade de mim
(logo eu, homem feito
sabia nem o que dizer direito
e ficava calado e disfarçava
mas eu tava mesmo é abobado!)
e é nesse contexto
que vão dizê que no meu peito
tinha nem sinal de pensamento
só sentia o coração.
óia,
na contação
da nossa história
não vai dar pra puxar
só pela memória
vai precisar anotação
pra num esquece
das vezes que a gente olhava
pras nuvem no céu
e que tudo mais parecia dobradura de papel,
de tudo
que faz tão seu
o peito meu.
da nossa história
vão dizê primeiro
que foi num dia de Janeiro
que tudo começou,
vão conta dos meus cortejo,
que eu tentei de todo jeito,
mas foi só de ponta cabeça
que te roubei o primeiro beijo!
vão fala pra multidão
que a gente se dava as mão
e ia subindo subindo
que nem balão
que nois ia dizendo
pra nois mesmo e pro coração:
"- tenha dó, se apresse não!"
que quanto mais lá em cima, nois sabia:
era maió a queda pro chão.
e nessa parte da contação
como quem conta um segredo
- assim bem baixinho -
vão dizê que nois tinha é medo!
mas que mesmo assim
a gente num solto as mão
um do outro, não!
invés disso nois foi é subindo
um pouquinho cada dia
e o meu céu foi se enchendo
de alegria.
vão conta
que quando na nossa vista
as casa, as arvore e os menino
ficaram tudo pequenino
olhando de volta aqui pro chão,
nois caimo na maior discussão:
sem consegui concorda
com as ideia diferente
nois brigamo pra saber
se era azul ou se era triste
a terra que nois via
de baixo da gente.
na contação
da nossa história
vão fazer tudo escuridão
uma hora
que é pra dar um jeito
de mostra como você me alumiava o peito
quando dizia assim
que sentia saudade de mim
(logo eu, homem feito
sabia nem o que dizer direito
e ficava calado e disfarçava
mas eu tava mesmo é abobado!)
e é nesse contexto
que vão dizê que no meu peito
tinha nem sinal de pensamento
só sentia o coração.
óia,
na contação
da nossa história
não vai dar pra puxar
só pela memória
vai precisar anotação
pra num esquece
das vezes que a gente olhava
pras nuvem no céu
e que tudo mais parecia dobradura de papel,
de tudo
que faz tão seu
o peito meu.
fica um pouco mais
fica até dezembro,
até contarmos as estrelas do céu,
até eu cansar de dizer da saudade
que já faz tempo não sinto.
bolero de ravel.
só mais um pouquinho
pra você aprender a comer de palitinho,
até Vênus dar as mãos de novo à Lua,
e eu descobrir sozinho onde fica a sua rua.
só até eu me encontrar,
só até eu te aprender,
só até eu me esquecer
das estrelas que giram na Sibéria,
de sentir saudade de você.
até contarmos as estrelas do céu,
até eu cansar de dizer da saudade
que já faz tempo não sinto.
bolero de ravel.
só mais um pouquinho
pra você aprender a comer de palitinho,
até Vênus dar as mãos de novo à Lua,
e eu descobrir sozinho onde fica a sua rua.
só até eu me encontrar,
só até eu te aprender,
só até eu me esquecer
das estrelas que giram na Sibéria,
de sentir saudade de você.
só chove
mas eu vi
um pedacinho azul
no meio do cinza,
e no cantinho do seu beijo
e no arrepio do seu cheiro
eu vi.
um pedacinho azul
no meio do cinza,
e no cantinho do seu beijo
e no arrepio do seu cheiro
eu vi.
domingo
só de saber que vou te ver
meu peito vai se enchendo
de amanhã.
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração..." - Antoine de Saint Exupéry
meu peito vai se enchendo
de amanhã.
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração..." - Antoine de Saint Exupéry
back there
eu não gostava de balada
eu não sabia beber e
o cheiro de cigarro me enjoava
mas eu não sabia quem eu era.
pensava que tudo bem,
eu ainda não sabia quem eu era...
nada mudou afinal,
exceto que hoje eu sei quem sou.
eu não sabia beber e
o cheiro de cigarro me enjoava
mas eu não sabia quem eu era.
pensava que tudo bem,
eu ainda não sabia quem eu era...
nada mudou afinal,
exceto que hoje eu sei quem sou.
beija flor no ar
hoje na rua
passou por mim
o meu amigo,
sequer me notou,
tinha pressa
passou rápido.
como se o tempo
tivesse paralisado,
como se eu pudesse
tê-lo abraçado,
como se não
nos tivesse deixado,
no rosto de um estranho,
passou por mim
o meu amigo.
passou por mim
o meu amigo,
sequer me notou,
tinha pressa
passou rápido.
como se o tempo
tivesse paralisado,
como se eu pudesse
tê-lo abraçado,
como se não
nos tivesse deixado,
no rosto de um estranho,
passou por mim
o meu amigo.
ausência
uma vez assimilado
pelo peito
seu significado,
parte em fonema e
outro tanto em lágrima
passa a ser pronunciado,
à conta dessa saudade
que aqui dentro já não cabe
e transborda pelos olhos.
pelo peito
seu significado,
parte em fonema e
outro tanto em lágrima
passa a ser pronunciado,
à conta dessa saudade
que aqui dentro já não cabe
e transborda pelos olhos.
recorte
palavras são inúteis para expressar,
o quanto sinto sua falta, o quanto
te amei, o quanto eu te amo, o quanto
eu sempre, sempre vou te amar.
o quanto sinto sua falta, o quanto
te amei, o quanto eu te amo, o quanto
eu sempre, sempre vou te amar.
ficou
um pouco de passado
na fotografia,
um pouco do cuidado
na casa vazia.
e na marca do rosto,
no peito e no nome
carrego um pouco...
um pouco
do seu nariz,
do seu sempre
em mim.
na fotografia,
um pouco do cuidado
na casa vazia.
e na marca do rosto,
no peito e no nome
carrego um pouco...
um pouco
do seu nariz,
do seu sempre
em mim.
um pouco
mais de sorriso,
de beijo roubado
cabelo voando
de rosto babado
um pouco mais do abraço,
mãos dadas, suspiro,
de luzes apagadas,
mais de você em mim,
é disso que eu preciso.
de beijo roubado
cabelo voando
de rosto babado
um pouco mais do abraço,
mãos dadas, suspiro,
de luzes apagadas,
mais de você em mim,
é disso que eu preciso.
but there comes the fall
se sei que posso
estar ao seu lado,
não quero perder tempo
de olhos abertos.
estar ao seu lado,
não quero perder tempo
de olhos abertos.
rosenrot
a lágrima no rosto
da vizinha,
pessoas que nunca vi
pra lá pra cá,
olhando me olhando
e ninguém quer contar
tudo ali
e só eu não via
só eu não entendia
e nem queria.
da vizinha,
pessoas que nunca vi
pra lá pra cá,
olhando me olhando
e ninguém quer contar
tudo ali
e só eu não via
só eu não entendia
e nem queria.
sem título
penso no dia,
no abraço à toa
na hora que passa
na boca
seu cabelo que voa,
queria não pensar
tanto.
no abraço à toa
na hora que passa
na boca
seu cabelo que voa,
queria não pensar
tanto.
todo dia
o corpo já doído
de tanto dormir,
aquele cheiro
o barulho da panela - chiando -
a música no rádio
você cantando cantando
aquilo sempre,
todo dia
era tão bom,
tão bom e eu não sabia.
de tanto dormir,
aquele cheiro
o barulho da panela - chiando -
a música no rádio
você cantando cantando
aquilo sempre,
todo dia
era tão bom,
tão bom e eu não sabia.
de madrugada
há vezes
- principalmente no escuro -
que o silêncio se torna
literalmente ensurdecedor.
- principalmente no escuro -
que o silêncio se torna
literalmente ensurdecedor.
nothing compares
ao que era dividido
e fez-se um (novamente).
saber que dias vêm e vão
e tudo mais continua,
inclusive eu.
e fez-se um (novamente).
saber que dias vêm e vão
e tudo mais continua,
inclusive eu.
com você
ao meu lado: você
à nossa volta: todo mundo
mas só a gente
pode ouvir
as estrelas queimando.
à nossa volta: todo mundo
mas só a gente
pode ouvir
as estrelas queimando.
saudades
fitando o chão - indiferente -
pulsando forte, bem forte.
a lágrima inunda o olho já vermelho,
e cai... feito orvalho.
palavras engolidas pelo soluço,
o abraço apertado de quem não quer mais soltar,
o rosto já ensopado, o silêncio - insuportável -,
e tudo mais é chuva.
o peito encolhe, o lápis escreve,
a folha molha... e é sempre como se
tivesse sido ontem, mas dói como se
estivesse sendo agora.
pulsando forte, bem forte.
a lágrima inunda o olho já vermelho,
e cai... feito orvalho.
palavras engolidas pelo soluço,
o abraço apertado de quem não quer mais soltar,
o rosto já ensopado, o silêncio - insuportável -,
e tudo mais é chuva.
o peito encolhe, o lápis escreve,
a folha molha... e é sempre como se
tivesse sido ontem, mas dói como se
estivesse sendo agora.
tênis
esquecer de tudo,
da vida, do tênis,
do cinza, do mundo.
esquecer do tempo,
da noite, das coisas,
da chuva, do vento.
e me perder
em seus beijos.
da vida, do tênis,
do cinza, do mundo.
esquecer do tempo,
da noite, das coisas,
da chuva, do vento.
e me perder
em seus beijos.
esse frio esse frio
por que dói tanto
esse pranto
sem lágrimas?
esse vento gelado,
esse sofrimento,
esse frio esse frio
aqui dentro.
por que dói tanto?
esse pranto
sem lágrimas?
esse vento gelado,
esse sofrimento,
esse frio esse frio
aqui dentro.
por que dói tanto?
versinho
a alegria
de você no meu dia
o abraço o contente
o riso o amasso
a felicidade e
depois
morrer de saudade.
de você no meu dia
o abraço o contente
o riso o amasso
a felicidade e
depois
morrer de saudade.
aquele último
aquele ultimo instante,
mãos dadas
o peito acusando saudade
antes mesmo de sê-la
e poder fazer tudo de novo
over and over again.
mãos dadas
o peito acusando saudade
antes mesmo de sê-la
e poder fazer tudo de novo
over and over again.
abraço
pescoço no braço
e no corpo agarrado,
sem precisão de palavra
as pessoas passando,
o sol se indo,
a formiga trabalhando,
a vida dançando e se rindo
de repente
era tudo lindo.
e no corpo agarrado,
sem precisão de palavra
as pessoas passando,
o sol se indo,
a formiga trabalhando,
a vida dançando e se rindo
de repente
era tudo lindo.